" Transforme sua ousadia em realidade, e inove a cada dia..." Afinal de contas, o que seria de nós se nossos sonhos, nossas conquistas e realizações...... Aqui você encontra um pouco de tudo...Boa pesquisa....

09
Mai 10

 

Texto “A muleta da vovó”         

 

 Ezequiel Theodoro da Silva.

Era uma professora recém formada em magistério do Ensino Médio. Enfrentava a pesada responsabilidade de alfabetizar 34 crianças.

Eu estava sentado lá no fundo da sala. Já tinha pedido a devida autorização para observar a aula. Intuito: sentir mais de perto as práticas pedagógicas na área da alfabetização. Na época, 1977, eu havia sido convidado para organizar uma cartilha, coisa que felizmente nunca foi concretizada.

Sobre a mesa da professora um roteiro de aula, que, de onde eu estava não dava para ver o tamanho nem o formato. Bom saber que nestes tempos ainda há professores que planejam e roteirizam as suas ações, contrapondo-se à famigerada improvisação.

Diz à classe:

- Copiem as duas palavrinhas que vou escrever na lousa.

E escreve uma embaixo da outra, lendo em voz alta:

- Mata borrão, tinteiro.

As crianças, de “esferográfica” em punho, começaram a copiar, sempre lembrando que não deveriam esquecer de cortar o tê.

Ao passeio da professora pelas fileiras, checando as cruzinhas dos tês, vejo-me com um sentimento de espanto e estranheza frente às duas palavras selecionadas para a lição: mata borrão, tinteiro. De que diabo de lugar ela tinha tirado tais palavras?

Arrisco bem baixinho, uma pergunta ao garoto sentado na fileira ao lado:

- Você sabe o que é mata borrão?

- Sei lá. Acho que é bandido. Assassino.

Meu pensamento corre longe no restante da aula. Volto aos meus tempos de escola primária na década de 50. Caneta de pena, tinteiro e mata-borrão. Faziam parte do material que eu levava à escola. Molhávamos a pena no tinteiro que ficava num recipiente que ficava no topo da carteira, escrevíamos no caderno de caligrafia e passávamos o mata-borrão por cima para sugar o excesso da tinta, não borrar a folha.

Bate o sinal e eu corro lá na frente para saciar minha curiosidade.

- De onde você tirou aquelas duas palavras para os alunos copiarem?

- Quais duas?

- Mata-borrão e tinteiro.

- Ah, sim. Deste meu roteiro aqui – uma preciosidade que herdei da minha avó. Ela também foi professora. A melhor da região. Sigo direitinho as suas instruções.

E mostrou-me um caderno meio roto, desgastado pelo tempo e pelo uso, escrito naquelas antigas letras de cartório. Cheirava a cravo de defunto. Bisbilhotei a lição do dia, onde encontrei, na pagina 17, as seguintes instruções: “Na 6ª aula, vós deveis fornecer um exercício de cópia com as palavras ‘mata-borrão’ e ‘tinteiro’.

Nas mãos da professora a muleta da vovó. Na cabeça dos alunos mata-borrão = assassino.

 

Comentário crítico sobre a Pedagogia Tradicional

 

 

            O texto “A muleta da vovó”, demonstra de forma predominante à característica da pedagogia Tradicional, onde o conteúdo não é a realidade do aluno, e que predomina a autoridade do professor em sala, a fim de ter um melhor conhecimento das práticas pedagógicas utilizadas em sala, o autor observa a aula e nota a tradicionalidade presente no modo em que a professora transmite o conteúdo aos alunos. 

Ao chegar em sala a professora utiliza, como material didático uma caderneta onde se encontra o roteiro das aulas, o bom e velho Plano de Aula, nela estão as instruções de conteúdo, deixada por sua avó que ensinava a seus alunos anos atrás.

            A professora escreve na lousa duas palavras: MATA-BORRÃO E TINTEIRO.

E as crianças copiam do quadro as palavras, quando o autor aborda um aluno lhe perguntando se ele saberia qual o significado daquelas palavras ele acha que tem haver com assassino. Nota-se então que estas palavras não fazem parte do conhecimento e principalmente da realidade daquelas crianças, portanto elas não sabem o que estão escrevendo, são apenas receptores da informação repassada pela professora.  

            Desta forma vale ressaltar que aqui os conteúdos não são discutidos ou questionados, mas sim memorizados a fim de garantir o bom desempenho e sucesso escolar.

            Este texto descreve com clareza que ainda hoje existem docentes que utilizam a Pedagogia Tradicional em sala, fazendo com que não haja um aprendizado de forma mais dinâmica, mas sim de forma conteudista e de memorização. O que pode ser prejudicial ao aluno, pois apenas guardar informações que foram meramente memorizadas por certo período, faz com que sejam esquecidas algum tempo depois e isto prejudica o aprendizado, deixando uma deficiência durante todo o processo de ensino.

           

             

publicado por A educação sozinha não transforma a sociedade, sem às 04:46
sinto-me: com sono....

08
Mai 10

Resumo das Teorias Liberais Reprodutoras

            As Pedagogias liberais enfatizam a função da escola em prepara indivíduos ao mercado capitalista, desta forma o termo “Liberal”, é utilizado apenas como forma de “maquiar” um estilo de pedagogia já existente.

Em síntese as principais idéias pedagógicas destas teorias são:

A Pedagogia Tradicional apresenta métodos conteudistas, onde predomina a autoridade do professor, que por sua vez transmite ao aluno na forma de verdade absoluta, sem questionamentos. Esta transmissão de conhecimento ocorre de forma de exposição verbal afim de que sejam memorizados pelo aluno. Já na Pedagogia Nova, observa-se claramente a valorização da pesquisa e trabalho em grupo, estimulando o autodesenvolvimento e valorização pessoal do aluno. Diferente da Pedagogia Nova, a Tecnicista consiste em modelar o indivíduo através de técnicas especificas, para assumir seu papel na sociedade. Nesta pedagogia, o professor é apenas um elo de ligação entre a verdade científica e o aluno, a fim de garantir a eficácia na transmissão dos assuntos, a comunicação entre ambos é estreitamente profissional e técnica. Já a Pedagogia Neoliberal, apresenta como marco à privatização da educação, desta forma incentiva a competição e dá ênfase ao individualismo. 

publicado por A educação sozinha não transforma a sociedade, sem às 20:19
sinto-me: pronta pro trabalho

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