" Transforme sua ousadia em realidade, e inove a cada dia..." Afinal de contas, o que seria de nós se nossos sonhos, nossas conquistas e realizações...... Aqui você encontra um pouco de tudo...Boa pesquisa....

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           Na avaliação da aprendizagem, o professor não deve permitir que os resultados das provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam supervalorizados em detrimento de suas observações diárias, de caráter diagnóstico.

   

       O professor, que trabalha numa dinâmica interativa, tem noção, ao longo de todo o ano, da participação e produtividade de cada aluno. É preciso deixar claro que a prova é somente uma formalidade do sistema escolar. Como, em geral, a avaliação formal é datada e obrigatória, deve-se ter inúmeros cuidados em sua elaboração e aplicação. 

Os métodos de avaliação ocupam, sem duvida espaço relevante no conjunto das práticas pedagógicas aplicadas ao processo de ensino e aprendizagem. Avaliar, neste contexto, não se resume à mecânica do conceito formal e estatístico; não é simplesmente atribuir notas, obrigatórias à decisão de avanço ou retenção em determinadas disciplinas. 

Para Oliveira (2003), devem representar as avaliações aqueles instrumentos imprescindíveis à verificação do aprendizado efetivamente realizado pelo aluno, ao mesmo tempo que forneçam subsídios ao trabalho docente,  direcionando o esforço empreendido no processo de ensino e aprendizagem de forma a contemplar a melhor abordagem pedagógica e o mais pertinente método didático adequado à disciplina  – mas não somente -, à medida que consideram, igualmente, o contexto sócio-político no qual o grupo está inserido e as condições individuais do aluno, sempre que possível.


A avaliação da aprendizagem possibilita a tomada de decisão e a melhoria da qualidade de ensino, informando as ações em desenvolvimento e a necessidade de regulações constantes.

 

                                                     Como trabalhar a Avaliação Contínua?

             O processo de conquista do conhecimento pelo aluno ainda não está refletido na avaliação, embora historicamente a questão tenha evoluído muito, pois trabalha a realidade, a prática mais comum na maioria das instituições de ensino ainda é um registro em forma de nota, procedimento este que não tem as condições necessárias para revelar o processo de aprendizagem, tratando-se apenas de uma contabilização dos resultados.

 

             Quando se registra, em forma de nota, o resultado obtido pelo aluno, fragmenta-se o processo de avaliação e introduz-se uma burocratização que leva à perda do sentido do processo e da dinâmica da aprendizagem.

Se a avaliação tem sido reconhecida como uma função diretiva, ou seja, tem a capacidade de estabelecer a direção do processo de aprendizagem, oriunda esta capacidade de sua característica pragmática, a fragmentação e a burocratização acima mencionadas levam à perda da dinamicidade do processo.

 

             Os dados registrados são formais e não representam a realidade da aprendizagem, embora apresentem conseqüências importantes para a vida pessoal dos alunos, para a organização da instituição escolar e para a profissionalização do professor.

Uma descrição da avaliação e da aprendizagem poderia revelar todos os fatos que aconteceram na sala de aula. Se fosse instituída, a descrição (e não a prescrição) seria uma fonte de dados da realidade, desde que não houvesse uma vinculação prescrita com os resultados.

 

O Continuo Processo de Avaliação da Aprendizagem

Sem sombra de dúvidas, a avaliação é a tarefa mais difícil e delicada que a escola e seus educadores se deparam em seu processo pedagógico. O ensino aprendizagem é um processo que visa a aquisição de consideráveis graus de conhecimento e de habilidades que demandam mudanças de comportamento de todos os envolvidos neste processo e, a avaliação é tida como o principal elemento para a averiguação dos resultados pretendidos e/ou alcançados.

 

A avaliação oferece-nos ainda, ajuda pecuniária para que se possa alterar este processo caso os objetivos previstos não tenham sido alcançados com sucesso. Assim, nos lembra Turra (1975), que cabe ao professor a tomada de inúmeras decisões no que diz dos objetivos, conteúdos e procedimentos, porém a decisão de o que e como avaliar é tarefa que exige altíssimo desenvolvimento de conhecimentos e habilidades.

 

O ponto de maior realce na avaliação da aprendizagem recai a um padrão de competência pré estabelecidos em objetivos operacionais que se encontram de maneira bem clara em Turra (1975, p.224) “a avaliação alcança seu significado maior quando realizada em função de objetivos. Os objetivos, com esse propósito devem ser formulados em termos de comportamento observável”. Neste sentido, o objetivo maior da avaliação e o acompanhamento de cada etapa do processo de aprendizagem dos indivíduos em formação, de maneira contínua, constante, gradual, cumulativa, coerente, cooperativa e participativa, onde a escola e o corpo docente a façam de forma adequada, variada, fidedigna e consciente dos limites e das possibilidades de tais técnicas aplicadas as práticas de avaliação, para que estas práticas não sejam consideradas fins e sim meios para alcançar tais objetivos.

 

 

O educador do séc. XXI, depara-se com uma perspectiva de avaliação emancipadora a qual sugere a transformação do processo de avaliação em um espaço mais especial e raro que visa a construção da autonomia dos educandos numa busca constante pela transformação social. É mister que educadores e educandos busquem uma nova postura no ser e no fazer frente ao processo de avaliação, buscando novas metodologias que venham ampliar horizontes e auxiliar na autonomia, na criatividade e na criatividade dos indivíduos em formação.

Este século exige que o educador avalie de maneira mais abrangente observando e respeitando os fins e os objetivos. A avaliação deve ser diagnóstica e contínua em todos os níveis da vida do ser humano, independente de sua formação, da sua condição social e/ou da atividade que este ser humano desenvolve, para que haja no educando a transformação e a aquisição do conhecimento do saber para a superação dos erros, das dúvidas, para possibilitar e oportunizar aos indivíduos em formação, mais conformidade com o real e para torná-los mais capazes de atender as demandas e atuar numa sociedade tomada pelas NTICs. Esta nova era, propõe que a escola e seus educadores repensem o conceito de que ensinar é “transmitir conhecimentos” e, que repensem também o conceito de avaliação, pois neste contexto, Rodrigues (1985) relata que a escola quando avalia seus educandos, avalia o cumprimento de sua tarefa recuperando as deficiências e, avaliado o aprender dos educandos, ela avalia sua capacidade como escola e a capacidade de ensinar do seu corpo docente. Neste sentido, Rodrigues (1985) analisa a avaliação da aprendizagem levando em consideração o processo educativo global, numa visão já renovada e ampla.

 

 

       A avaliação é a parte mais importante de todo o processo de ensino-aprendizagem. Bevenutti (2002) diz que avaliar é mediar o processo ensino/aprendizagem, é oferecer recuperação imediata, é promover cada ser humano, é vibrar junto a cada aluno em seus lentos ou rápidos progressos.

     

     Enquanto a avaliação permanecer presa a uma pedagogia ultrapassada, a mesma autora diz que a evasão permanecerá, e o educando, o cidadão, o povo continuará escravo de uma minoria, que se considera a elite intelectual, voltada para os valores da matéria ditadora, fruto de uma democracia mascarada e opressora. Acredita-se que o grande desafio para construir novos caminhos, segundo Ramos (2001), é uma avaliação com critérios de entendimento reflexivo, conectado, compartilhado e autonomizador no processo ensino/aprendizagem. Desta forma, estamos formando cidadãos conscientes, críticos, criativos, solidários e autônomos.

Os novos paradigmas em educação devem contemplar o qualitativo, descobrindo a essência e a totalidade do processo educativo, pois esta sociedade reserva às instituições escolares o poder de conferir notas e certificados que supostamente atestam o conhecimento ou capacidade do indivíduo, o que torna imensa a responsabilidade de quem avalia.

 Pensando a avaliação como aprovação ou reprovação, a nota torna-se um fim em si mesma, ficando distanciada e sem relação com as situações de aprendizagem. Mudar esta concepção se faz urgente e necessário. Basta apenas romper com padrões estabelecidos pela própria história de uma sociedade elitista e desigual.  Neste sentido, Perrenoud (1993) afirma que mudar a avaliação significa provavelmente mudar a escola. Automaticamente, mudar a prática da avaliação nos leva a alterar práticas habituais, criando inseguranças e angústias e este é um obstáculo que não pode ser negado pois envolverá toda a comunidade escolar.

Se  nossas metas são educação e transformação, não nos resta outra alternativa senão juntos pensar uma nova forma de avaliação. Romper paradigmas, mudar nossa concepção, mudar a prática, é construir uma nova escola.

Para finalizar este trabalho é importante ressaltar que a avaliação é parte integrante do processo ensino/aprendizagem e ganhou na atualidade espaço muito amplo nos processos de ensino. Requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos.

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HOFFMANN, J. Avaliação mediadora. Uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Educação & Realidade, 1993.

RODRIGUES, N. Por uma nova escola: o transitório e o permanente na educação. São Paulo: Cortez, 1985.

SOUZA, C. P. e outros. Avaliação do Rendimento Escolar. São Paulo, Papirus, 1993.

TURRA,C. M. Godoy et alii. Planejamento de ensino e avaliação, PUC/ EMMA, Porto Alegre, 1975.

BENVENUTTI, D. B. Avaliação, sua história e seus paradigmas educativos. Pedagogia: a Revista do Curso. Brasileira de Contabilidade. São Miguel do Oeste - SC: ano 1, n.01, p.47-51, jan.2002.

BLOOM, B. S., HASTINGS, J. T., MADAUS, G. F. Evaluación del aprendizaje. Buenos Aires: Troquel, 1975.

 BORBA, A. M. de & FERRI, C. Avaliação: contexto e perspectivas. Revista de Divulgação Científica da Universidade do Vale do Itajaí - Alcance. Itajaí - SC: ano IV, n.02, p.47-55, jul/dez/1997.

 FIRME, T. P. Avaliação: tendências e tendenciosidades. Ensaio: Avaliação e políticas públicas em educação. Rio de Janeiro, v. 2, n. 1, p. 57-61, out./dez., 1994.

GADOTTI, M. Uma escola para todos os caminhos da autonomia escolar. Petrópolis: Vozes, 1991.

PERRENOUD, P. Não mexam na minha avaliação! Para uma abordagem sistêmica da mudança pedagógica. In: NÓVOA, A. Avaliação em educação: novas perspectivas. Porto, Portugal: Porto Editora, 1993.

RAMOS, P. Os pilares para educação e avaliação. Blumenau - SC: Acadêmica, 2001. SOUZA, C. P. de (org). Avaliação do rendimento escolar. 2 ed. Campinas: Papirus, 1993.

WACHOWIZ L. A. ROMANOWSKI J. P. Avaliação: que realidade é essa? Revista da Rede de Avaliação Institucional da Educação Superior. Campinas - SP: ano 7, n.02, p.81-100, jun.2002.

publicado por A educação sozinha não transforma a sociedade, sem às 00:35

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